Estudo da OMS revela piora nos índices de violência do trânsito brasileiro

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Você sente medo de enfrentar o trânsito por conta da agressividade de motoristas e pelo alto número de mortes nas estradas? Já se envolveu em um acidente ou conhece alguém que perdeu a vida pela imprudência? A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem lutado para tornar o trânsito melhor e menos perigoso, e uma leve melhora pode ser vista no último relatório divulgado pelo órgão.

A pesquisa ressalta que, apesar do aumento da população mundial e da frota de veículos, o número de mortes por acidentes nas estradas permanece estável, sem aumentos. No entanto, houve piora nos índices do Brasil e de países africanos, onde mais de 1 milhão de pessoas morrem todos os anos.

A taxa de mortalidade no trânsito na África é de 26,6 pessoas para cada 100 mil habitantes. A Líbia, com 73,4 mortes anuais por 100 mil habitantes, supera a média do continente. No Brasil, outro país onde houve piora nos índices, desde 2003 a taxa subiu de 18,7 para 23,4. Somente em 2012, aconteceram 47 mil mortes decorrentes do trânsito. O ranking da OMS aponta o tráfego brasileiro como o 33º mais perigoso no mundo e o quinto na América Latina.

A organização indica que serão necessárias leis para reduzir os cinco fatores de maior risco: a alta velocidade, a condução sob efeito do álcool, a negligência, a falta do uso do cinto de segurança e de assentos para crianças.

A OMS considera, ainda, que a velocidade máxima nas grandes metrópoles deveria ser igual ou inferior a 50 km/h, recomendação seguida somente por 47 países no mundo. A segurança no trânsito é um dos objetivos do desenvolvimento sustentável para 2030, e a ONU espera reduzir em 50% o número de vítimas de acidentes até 2020.

Fonte: Sincor-Goiás